
Muitos já devem ter ouvido falar sobre este filme. Poucos devem tê-lo realmente entendido. Afinal de contas, o diretor de Boogie Nights é um cara que vem com uma proposta diferenciada do padrão exigido pela indústria cultural hollywoodiana. Embora o sucesso tenha lhe subido um pouco a cabeça, não podemos deixar de reverenciar esta obra-prima recheada com um elenco poderoso.
Magnolia é, basicamente, um filme sobre coincidências. Sobre como nossas vidas estão, de alguma forma, interconectadas.
P.T. Aderson - como o próprio assina seus filmes - nos convida a embarcar, de uma maneira quase vouyer, na vida de nove personagens em tempo quase real. As situações que eles vivem ali vão, aos poucos, mostrando ao espectador o quanto cada um destes indivíduos tem em comum. O impressionante do filme é que, mesmo trabalhando a estória de nove personagens num curto espaço de tempo, podemos conhecê-los profundamente sem que, com isso, fiquemos alheios. Seus medos. Seus anseios. Suas qualidades, seus defeitos e, principalmente, suas angústias ficam explícitos com o decorrer do filme, trazendo à tona uma grande verossimilhança - genialmente conduzida pelo diretor.
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